Facundo Manes: “A Solidão Mata Mais Do Que A Poluição, A Obesidade Ou Alcoolismo”

Facundo Manes: “A Solidão Mata Mais Do Que A Poluição, A Obesidade Ou Alcoolismo”
Facundo Manes: “A Solidão Mata Mais Do Que A Poluição, A Obesidade Ou Alcoolismo”

Você teve que ler aquele conto de Borges, ‘Funes, o memorioso’, brevemente, agora O li na Secundária, com um grupo de amigos. E em que momento o releio, hoje em dia, me parece mais interessante, visto que Borges de gráficos, daí a credibilidade do esquecimento. A memória tem que imaginársela como ilhas no oceano do esquecimento.

Hoje, sabemos que, no momento em que nos esquecemos, há gasto de energia. Esquecer não é um fenômeno passivo. Assim que Borges se deu conta, antes que os cientistas da importancia do esquecimento e do processo da memória. Gabriel García Márquez assim como. Disse: “A vida não é a que vivemos, mas como lembramos para contá-la”. Eu estava apavorada com a perspectiva de não esquecer nunca, e lembrar de tudo?

  • Em 2004 estreou a ópera Gaudí, composto, entre 1989 e 1992 por Joan Guinjoan.[172]
  • é Assim o iPhone 7: sem entrada de áudio, resistente à água, uma ambiciosa câmara
  • 1 Vantagens 5.1.1 centra-Se no papel ágil da menina na sua aprendizagem
  • Quero unir o post A com B e que fique todo o tema em B

Isso seria uma tragédia, pois que, se nos lembrarmos de tudo, teríamos que viver 24h de manhã pra lembrar as 24h de hoje. Não desejamos aprender nada de novo, unir nada de novo. Em que medida serve pra um cientista saber de humanidades e ler romances?

A neurociência não se permite a ambiguidade que permite a literatura e a arte, contudo para dominar o cérebro temos que desta ambiguidade. Porque o ser humano é o único animal que se permite fantasiar outros cenários. Ler um livro, entender qualquer coisa, saber de qualquer questão, permite-nos cenários mentais diferentes, o que é alguma coisa positivo. Também pode ser negativo em termos de preocupação, pois a angústia também poderá ser imaginária.

Eu nesta hora mesmo pode estar pensando que meus filhos em Buenos Aires estão sendo sequestrados e ter alguns sintomas físicos de preocupação. Então, basicamente, o ser humano é idealizar outros cenários, sejam positivos ou negativos. Os cientistas são unânimes em duas coisas: não o conhecemos tudo a respeito do cérebro, mas, como nos comentou Antonio Damásio há alguns meses, numa entrevista, cada vez sabemos mais. Quanto sabemos realmente a dia de hoje? Sabemos pouco do cérebro, no entanto assim como é verdade o que dizia Damásio, que, nas últimas décadas, aprendemos mais a respeito do cérebro do que em toda a história da Humanidade.

mas, eu não o colocaria em graus, em que porcentagem sabemos, porque seria qualquer coisa impreciso. A pergunta é: será que É árduo. Um prêmio Nobel citou que é como tentar saltar tirándote dos cordões; é impossível visto que no final eles quebram-se os laços. Mas ele está fazendo super bem.